A Expointer mais do que uma feira, o evento reúne empresas, produtores, máquinas, tecnologia e novas soluções que mostram, na prática, como o campo continua evoluindo.
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- Mais um ano, mais uma Expointer
- "Reinvenção" talvez seja uma das palavras que melhor resume a Expointer
- “A Expointer é a feira mais diversificada do país.”
- Qual o custo de não se reinventar?
- Experiências diferentes para uma mesma jornada
- Elas passam a significar tempo de operação...
- "Essa é uma Expointer que aponta para o amanhã"
- Sobre a Zeitten
- Transforme seu catálogo de peças em uma experiência memorável.
- Artigos

Mais um ano, mais uma Expointer
De 29 de agosto a 6 de setembro, o Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS, voltou a reunir diferentes partes de uma mesma cadeia: fabricantes, concessionários, produtores, técnicos, fornecedores, máquinas, animais, agricultura familiar, tecnologia e serviços.
A conversa foi mediada pela CEO da Zeitten, Cíntia Gabriela Luedtke, e contou com Caroline Schultz, Cainã Soder, Wilian Paulo Gheller, Carlos Wey e o CEO da LTK Technical , Gilmar Luedtke.
Mas antes de comentarmos sobre o debate, vale falar um pouco da Expointer.
“Assim como o agro, ano após ano, a Expointer se reinventa e se supera.”
Ranolfo Vieira Júnior,
Então vice-governador do Rio Grande do Sul, na Expointer 2021
"Reinvenção" talvez seja uma das palavras que melhor resume a Expointer
Hoje, caminhar pela Expointer significa encontrar máquinas de última geração, genética, tecnologia, agricultura familiar, animais, serviços, pesquisa e empresas de diferentes segmentos.
Mas essa história começou há mais de um século.
A origem da feira remonta a 24 de fevereiro de 1901, quando Porto Alegre recebeu a primeira Exposição de Produtos do Estado, realizada em pavilhões no Campo da Redenção — atual Parque Farroupilha — e na região do campus central da UFRGS.
Naquela época, já estavam presentes elementos que ainda fazem parte da identidade da feira: produção agrícola, animais, indústria, artesanato e, principalmente, a oportunidade de colocar diferentes setores em um mesmo espaço.
Em 1970, foi inaugurado o Parque de Esteio com a 33ª Exposição Estadual de Animais, dois anos depois, aconteceu a primeira Exposição Internacional de Animais denominada Expointer, dando início a uma nova fase da feira e ampliando sua conexão com outros países.
O que começou em 1901 se transformou em um dos principais encontros do agronegócio da América Latina.
E talvez parte da força da Expointer esteja justamente nisso:
Ela mudou muitas vezes sem deixar de carregar sua história.

“A Expointer é a feira mais diversificada do país.”
Quase dez anos depois a frase continua fazendo sentido.
A Expointer vai muito além de uma exposição de máquinas agrícolas, todos os anos surgem novos equipamentos, novas tecnologias, novos sistemas e novas maneiras de produzir, entre os destaques deste ano esteve a sustentabilidade, com a realização da primeira edição da Expointer Carbono Neutro, que prevê a neutralização das emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento, mas existe uma pergunta que vale levar para além da feira: reinventar significa apenas criar algo novo?
Para nós, não.
Inovação também acontece quando uma empresa olha para um processo que existe há anos e se pergunta se ele ainda deveria funcionar daquela maneira.
Acontece quando uma informação que antes dependia de uma pessoa passa a estar acessível para toda a equipe.
Quando treinamento, documentação, engenharia e pós-venda deixam de funcionar como áreas isoladas e passam a compartilhar a mesma informação.
Às vezes, a inovação não está em adicionar alguma coisa, está em questionar o que ninguém mais questionava.
E foi exatamente essa reflexão que levamos para a primeira edição do Além da Venda.
Qual o custo de não se reinventar?
Existe uma parte da jornada de uma máquina que dificilmente aparece no momento do lançamento. Ela começa depois. Depois da venda. Depois da entrega. Depois que o equipamento entra em operação.
É quando aparecem as dúvidas, a necessidade de manutenção, a reposição de peças, os treinamentos, as atualizações, a garantia e todas as interações que continuam construindo — ou desgastando — a relação entre fabricante e cliente.
Por isso, o tema da primeira edição do Além da Venda foi: “Questionar o Intocável — Qual o custo de não se reinventar?”
A ideia não era falar de inovação apenas como uma nova máquina, um software ou uma tecnologia recém-lançada, queríamos discutir os processos que continuam existindo simplesmente porque “sempre foram feitos assim”.
Porque o custo de não mudar nem sempre aparece imediatamente em uma planilha.
Às vezes, ele aparece em uma máquina parada esperando uma informação.
Em um manual desatualizado.
No conhecimento concentrado em uma única pessoa.
Em um treinamento que depende demais da experiência individual.
Separadamente, cada situação pode parecer pequena.
Em escala, elas deixam de ser.
E é aí que olhar para o pós-venda deixa de ser apenas uma discussão sobre suporte e passa a ser também uma discussão sobre produtividade, eficiência e experiência do cliente.
Experiências diferentes para uma mesma jornada
Uma das partes mais interessantes do Além da Venda foi colocar na mesma conversa profissionais que observam momentos diferentes da relação entre fabricante, produto e cliente.
Caroline Schultz, da SAUR Equipamentos, trouxe a perspectiva do conhecimento técnico e da preparação das pessoas. Com atuação nas áreas comercial e de desenvolvimento de pessoas e hoje à frente de Treinamentos e Publicações Técnicas na SAUR, Caroline ajudou a ampliar a conversa sobre o papel da documentação, do treinamento e da comunicação técnica.
Porque esses materiais podem ser muito mais do que apoio, quando bem estruturados, passam a fazer parte da produtividade de quem trabalha com o equipamento.
Cainã Soder, coordenador do Departamento de Garantia da Implementos Agrícolas JAN, trouxe uma visão construída a partir de diferentes etapas da operação. Sua trajetória passou por vendas, estoque, planejamento de produtos e expedição de peças antes de chegar à garantia.
Essa experiência permitiu olhar para o pós-venda não como uma área isolada, mas como resultado de várias decisões que começam muito antes de um problema chegar ao cliente.
Na perspectiva de peças e disponibilidade, Wilian Paulo Gheller, coordenador da Central de Peças da GTS, trouxe para a conversa a realidade de quem trabalha para manter a operação do cliente em movimento.
Porque quando uma máquina está parada, disponibilidade, organização e velocidade deixam de ser apenas indicadores logísticos.
Elas passam a significar tempo de operação...
E tempo, para quem está no campo, importa.
Carlos Wey, da STIHL, acrescentou à discussão a experiência de uma empresa reconhecida mundialmente e com uma relação construída com seus produtos ao longo de todo o ciclo de vida. Sua participação levou o debate também para outro ponto importante: reinventar não significa descartar tudo o que já existe.
Existe conhecimento acumulado dentro das empresas que precisa ser preservado. O desafio está em entender o que ainda gera valor, o que precisa evoluir e como tecnologia e processos podem apoiar as pessoas sem apagar aquilo que já funciona.
Gilmar Luedtke, CEO da LTK Technical, trouxe a perspectiva de quem acompanha de perto os desafios da engenharia e da informação técnica dentro da indústria.
Há uma enorme quantidade de conhecimento por trás de uma máquina. Desenhos, códigos, especificações, procedimentos, manuais, catálogos, alterações de engenharia e diferentes versões de uma mesma informação.
Grande parte disso não é visível para o cliente.
Mas a organização — ou a falta de organização — dessas informações aparece diretamente na experiência de quem precisa encontrar uma peça, realizar um serviço ou solucionar um problema.
Conectando essas diferentes perspectivas, a CEO da Zeitten, Cíntia Gabriela Luedtke, conduziu a conversa a partir da pergunta que faz parte da própria proposta do Além da Venda: O que ainda tratamos como intocável simplesmente porque aprendemos a trabalhar daquela maneira?
Mais do que encontrar uma resposta única, queríamos colocar experiências diferentes lado a lado. Engenharia, fábrica, peças, garantia, treinamento, informação, rede e cliente fazem parte da mesma jornada.
E talvez algumas das maiores oportunidades estejam justamente nas conexões entre essas áreas.

"Essa é uma Expointer que aponta para o amanhã"
A frase foi dita há mais de uma década, pelo então ministro da agricultura mas poderia muito bem ser sobre a feira de 2026.
A Expointer continua sendo um espaço onde tradição e inovação dividem o mesmo campo.
Onde máquinas, tecnologia, pessoas e novas ideias ajudam a mostrar um pouco do caminho que o agro está construindo. Para nós, da Zeitten, fica uma percepção importante: o futuro não está apenas no próximo lançamento.
Está em como a informação acompanha a máquina depois que ela sai da fábrica.
Em quanto tempo alguém leva para encontrar aquilo de que precisa.
Em como engenharia e pós-venda se conectam.
Em como o conhecimento chega às pessoas.
E em como a experiência de quem está do outro lado pode se tornar cada vez mais simples, conectada e eficiente.
Foi com essa ideia que realizamos a primeira edição do Além da Venda.
E, como o próprio nome já diz, a intenção é continuar olhando justamente para aquilo que existe além do momento da venda.
A Expointer termina, mas as conversas que ela provoca continuam.
E talvez seja justamente esse o papel de uma feira que, há tantas décadas, continua apontando para o amanhã.
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